quarta-feira, 5 de novembro de 2008

OLHA O BAFO!




Consegui dia desses, em mais um de meus garimpos, um jóia para minha humilde coleção. Alguns de meus amigos tiveram o prazer de conferir o material no dia da aquisição, e também gostaram. Resolvi escrever sobre este lp depois que o coloquei na vitrola para realizar a audição. A capa é maravilhosa (feita pela revista "O Cruzeiro"), mas os sambas do Bafo da Onça tocando na minha casa... Foi de arrepiar.

Este histórico bloco carnavalesco nascido no carioquíssimo bairro do Catumbi em 1956, emociona a população quando desfila pelas ruas da cidade. Este nome surgiu num botequim do bairro quando o morador local Sebastião Maria, que sempre saía fantasiado de onça no carnaval, estava em mais um porre daqueles, com um bafo de cana danado.

Com duas canções de Oswaldo Nunes, o grande compositor do bloco, este disco emociona do início ao fim. São doze sambas no total, a maioria deles da década de sessenta. Segue a primeira faixa do vinil:


SAMBAFO Nº 2
Oswaldo Nunes

Quem nunca viu
As meninas do "Bafo" sambar,
Saia de casa pra ver,
Elas dão um pulinho

Pra frente,
Elas dão um pulinho pra trás
Sem sair do lugar
Com as cadeiras a remexer

Ô ô ô ô ô
Foi o Bafo da Onça que chegou!
Se você gostou,
Se lhe agradou,
Peça bis

A essa moçada
Que faz a gente feliz
Na onda da empolgação,
Este é o Bafo da Onça
Que mora no meu coração!





O disco foi lançado em 1968 pela fábrica pernambucana Rozemblit, que respondia pelo selo "Mocambo Discos". Seguem as faixas:

Lado A:

Sambafo nº2 - Oswaldo Nunes
Estou gamado por vochê - Oswaldo Nunes
Samba da Invernada - Jujuba
Ôba no samba - Lino Roberto
Poeira da Estrada - Oswaldo Guedes e Moacyr da Silva
Convite a um turista - Walter D. de Freitas

Lado B:

Zé Mané - Oswaldo Nunes
Palhaço não chora - Lino Roberto
Não dou a mão à palmatória - Oswaldo Guedes e Moacyr da Silva
Melancolia do fracasso - Walter D. de Freitas
Não vou sambar - Melinho e J. de Oliveira
Tristeza - Dandão e Oswaldo Guedes

Este pequeno texto tem como intenção compartilhar minha alegria por causa desta raridade, e se quiserem curtir o som desta bolacha, marquemos uma vitrolada a qualquer hora.

Até.

6 comentários:

Eduardo Goldenberg disse...

Vamos pedir ao seu pra deixar a vitrola tocar no dia da noite de autógrafos na Quitanda!!!!! Beijo.

Kadu disse...

Sensacionalll ....

Fico aguardando a hr e o local da vitrolada !!!!

Abção ...

Monica Araujo disse...

Nos áureos tempos do Bafo existia aquela disputa acirrada com o Bloco Cacique de Ramos que renderam várias histórias.

Boa lembrança.

Felipinho disse...

Excelente idéia, Edu. Aproveitarei para levar um lp de fados, acho que o seu Zé gostará também. Beijo.

Grande Kadu, vou ver se levo a criança para o Gelobol qualquer dia. Abração.

Eduardo Goldenberg disse...

Felipinho; nada de levar a vitrola pro Gelobol. Leve o Kadu pra Quitanda Abronhense!!!!!

Anonymous disse...

Você tinha que marcar a hora da vitrolada aqui, postando o link desse disco para ser baixado, para que mais pessoas possam ouvir essas raridades e para que atinga um número maior de pessoas, não dar uma de mesquinho e ficar guardando o disco só para você, como se fosse exclusividade tua. Caixão não tem gaveta, mané, então compartilha o disco aqui.