terça-feira, 3 de julho de 2007

SEJAM BEM VINDAS!!!

Minhas meninas chegaram! Como fiquei contente esta tarde com o telefonema do seu João, camarada e porteiro do meu prédio, me dando a boa nova. Elas fizeram uma viajem árdua de Minas Gerais até minha casa e ainda por cima sabem que não terão vida longa. Palmelinha, uma dúzia delas! Uma das melhores cachaças, quiçá a melhor, que já apreciei desde que me entendo por gente. Quem já provou sabe do que estou falando, é impossível beber somente uma dose e no dia seguinte nada de dor de cabeça, pelo contrário, ela cura este mal.

O caso de amor começou há uns cinco anos, quando seu Betinho, meu sogro, presenteou-me com uma garrafa, que é de origem de sua cidade natal, a já conhecia Varginha. Desde então, sempre que passa por lá peço para que me traga uma leva delas. O problema é que agora ele não irá tão cedo para esta terra abençoada, e meu estoque acabou-se há um mês, deixando-me um pouco nervoso. Como conseguirei resolver tal situação?

Final feliz. Depois de um trabalho investigativo juntamente com a também varginhense Heloisa, minha pequena, conseguimos o contato do senhor Ricardo Petrin, dono do alambique que fabrica a danada. Foi uma negociação fácil, que resumo abaixo:

- Oi seu Ricardo, como havia lhe adiantado, quero umas seis garrafas. Dá pra mandar?

- Olha rapaz, o interessante seria que você adquirisse uma dúzia delas, visto que é mais seguro em termos de transporte por virem lacradas numa caixa apropriada para esta quantidade. Já mandei seis para um cliente meu e algumas chegaram quebradas...

- Basta! Quero as doze! Não posso arriscar-me em perder qualquer cheiro que for deste precioso líquido. Me passe o número da conta por favor, negócio fechado.



Duas Palmelinhas já tem destino, uma para Edu Goldenberg e outra para Simas. E com este desfalque me restam apenas dez. Vale lembrar que o professor Simas trouxe-me uma garrafa da excelente cachaça Bento Velho, lá de Conceição do Mato Dentro, e deixou na casa do Edu, que por sua vez reluta em entregar-me. Estaria ainda viva?

Bom meus caros, deixo-vos com a certeza de que por algum tempo, que não será longo, serei um cara mais feliz.

Até.

5 comentários:

Eduardo Goldenberg disse...

Seu safado: lendo seu texto - leia comigo, "duas Palmelinhas já estão destinadas para Edu Goldenberg e Simas" - fica claro que são duas para mim e duas para o Simas.

Logo, ficarás com oito, e não com dez.

Sua garrafa está aqui. Eu moro na Tijuca. Sou um homem de princípios e minha palavra é apenas uma, embora digam por aí, os que não me conhecem, que eu a cada hora falo um troço diferente, confundindo o mundo. Besteira.

Marquemos para breve. Amanhã, quem sabe?

Ligo pra você.

Beijo.

Felipinho disse...

Edu

A idade está lhe perturbando meu caro. Como podes provar tal coisa? O texto está bem claro: "Duas Palmelinhas já tem destino, uma para Edu Goldenberg e outra para Simas. E eu nunca editaria um texto depois de escrito...

Eduardo Goldenberg disse...

Isso, meu querido, é o que dá trabalhar no jornal em que você trabalha. Mau-caratismo, safadeza, golpe baixo, sordidez, mentira, artifícios nojentos, tudo isso se aprende lá.

Tenho certeza, entretanto, que foi apenas um surto breve e incapaz de contaminá-lo.

Beijo.

Áquila disse...

Poxa, Felipe Barão, dá umazinha só aqui pro seu amigo, dá?
Fiquei com a garganta seca de vontade...

Felipinho disse...

Como lhe falei nos comentários anteriores, não lhe prometo, pois muita gente começou a me pedir depois que mostrei aqui minhas meninas. Mas vamos ver como andam as coisas, talvez leve uma lá pro Bico Doce, aí todos podem prová-la.

Grande abraço irmão.